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Ministérios e serviços leigos

por Ana Luiza Rodrigues

Continuando nossa reflexão sobre as vocações na Igreja, essa quarta semana a dedicamos aos ministérios leigos. É difícil quantificá-los. São muitos, e muitos outros podem surgir na medida em que os leigos vão se descobrindo e colocando seus dons à disposição para servir nas comunidades onde vivem e atuam.

O documento final do Sínodo é muito incisivo ao afirmar que “Na Igreja, ninguém é mero destinatário da formação; todos somos sujeitos ativos e temos algo a dar aos outros”. Tomar consciência disso e assumir como realidade que implica a vida pessoal é de extrema importância.

Muitos irmãos e irmãs de nossas comunidades ainda não se deram conta da sua pertença e responsabilidade com relação à vida da Igreja e do compromisso de tornar Jesus conhecido e amado. Não se sentem protagonistas/missionários e acham que ser cristão é só receber os sacramentos e estar na missa de vez em quando.

Irmãos e irmãs católicos, a vossa presença nas nossas celebrações dominicais é importante. Mas confesso que me preocupa a passividade de muitos com relação ao envolvimento pessoal na celebração. Não poucas vezes, parece que a missa é só do padre, de alguns ministros e do grupo de canto. A grande maioria parece satisfeita em assistir à Missa. A celebração litúrgica é um dos lugares onde cada batizado deve sentir-se chamado a ser protagonista.

Se isso não acontece, onde está a causa? A falta de fé? Vergonha de cantar e rezar junto com a assembleia? Falta de conhecimento das respostas e do canto? Por que não entenderam o sentido da celebração?

No evangelho deste final de semana, Jesus pergunta aos apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” E Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Será que a falta de participação pessoal não seja devida às pessoas não terem dado sua resposta pessoal à pergunta de Jesus: “Quem sou eu para você?”

Sugiro achar um tempinho para responder com profundidade essa perguntinha: “Quem é Jesus para mim?”. Creio que a resposta sincera vai determinar não só nossa participação nas celebrações litúrgicas, mas também nosso envolvimento com os vários serviços e ministérios que são oferecidos nas comunidades eclesiais e até mesmo no âmbito civil.

Como ensinava o Papa Francisco: “A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar e libertar.” (EG 273). Todos chamados a amar e servir.