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Eleições 2026 definem nova composição política do Rio Grande do Sul

por Anderson Weiler

As eleições gerais realizadas no último domingo (4) definiram a nova composição da representação política do Rio Grande do Sul para os próximos anos. A votação definiu o segundo turno da disputa pelo Planalto, o novo governador do Estado, novos Senadores e deputados federais e estaduais.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

A disputa pela Presidência da República terá segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) alcançou 45,16%. O resultado nacional levou os dois candidatos à nova votação no dia 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro foi o mais votado em 16 capitais, enquanto Lula venceu em 11.

ZUCCO É ELEITO GOVERNADOR NO PRIMEIRO TURNO

A eleição para o governo do Rio Grande do Sul foi decidida já no primeiro turno. Luciano Lorenzini Zucco (PL) recebeu 3.516.048 votos, correspondentes a 58,05% dos votos válidos. Natural de Alegrete, Zucco chega ao comando do Executivo estadual após ter sido o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul em 2022.

SANDERSON E VAN HATTEM CHEGAM AO SENADO

As duas cadeiras do Estado no Senado ficam com Ubiratan Antunes Sanderson e Marcel Van Hattem.

Sanderson, natural de Erechim, exerce atualmente o segundo mandato de deputado federal. Antes de ingressar na política, teve 23 anos de carreira na Polícia Federal. Entre suas principais pautas estão segurança pública, combate ao crime organizado e à corrupção, valorização das forças policiais e direito ao acesso às armas. A chapa eleita tem Ireneu Orth (PP) como primeiro suplente e Ernani Mello (PL) como segundo suplente.

Marcel Van Hattem, natural de São Leopoldo, também possui trajetória no Legislativo. Foi vereador de Dois Irmãos, deputado estadual e atualmente exerce mandato de deputado federal. Em 2018, foi o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul e acabou reeleito em 2022. Na chapa eleita, Sergio Turra (PP) ficou como primeiro suplente e Ricardo Jobim (Novo), como segundo.

CÂMARA TERÁ 31 DEPUTADOS GAÚCHOS

A nova bancada na Câmara dos Deputados será formada por 31 parlamentares. Do total, 26 são homens e cinco são mulheres. Com isso, as mulheres ocuparão 16,1% das cadeiras destinadas ao Estado, enquanto os homens ficarão com 83,9%.

As cinco deputadas eleitas são Fernanda Melchionna (PSOL), Maria do Rosário (PT), Any Ortiz (PP), Daiana Santos (PCdoB) e Denise Pessôa (PT).

O PL terá a maior bancada gaúcha na Câmara, com oito deputados. Na sequência aparecem PT, com cinco, e Progressistas, com quatro representantes.

Nove dos eleitos chegam pela primeira vez à Câmara, enquanto outros 22 já exerceram mandato de deputado federal anteriormente ou ocuparam outros cargos eletivos.

Entre os nomes que retornam ao cenário federal está Sergio Zambiasi (Podemos), que foi deputado estadual por quatro mandatos e senador entre 2003 e 2011. Ele recebeu 44.929 votos na eleição deste domingo.

ASSEMBLEIA TERÁ 13 BANCADAS A PARTIR DE 2027

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul terá 13 bancadas partidárias na próxima legislatura. O número é menor que o registrado no início da atual composição, que começou em 2023 com 15 bancadas.

O PL será a maior força do Parlamento gaúcho, com 12 deputados eleitos. Cinco foram reeleitos e sete chegam pela primeira vez à Assembleia.O PT terá a segunda maior bancada, com nove deputados. O Progressistas aparece em terceiro, com sete cadeiras.

MDB e PSD elegeram cinco deputados cada. PDT e Republicanos terão quatro representantes cada, enquanto PSOL/Rede terá três.

Podemos terá duas cadeiras. Novo e PSDB/Cidadania elegeram um deputado cada.

A nova composição também é resultado das mudanças partidárias ocorridas durante a atual legislatura. A janela partidária provocou a troca de siglas por 16 deputados e alterou a distribuição das forças políticas dentro da Assembleia.

A composição eleita passa a valer a partir do início de 2027, quando terá início a 57ª Legislatura da Assembleia Legislativa.

FOTO: GOVERNO RS