Para quem não acompanhou, este conceito foi amplamente divulgado numa mensagem disparada pela Defesa Civil. Embora o susto, ficou claro que se tratava de uma invasão ao site oficial e expressava a opinião de algum (ou alguém) hacker (= invasor). Um crime cibernético.
O(s) responsável(eis) devem ser investigados e punidos. Mas… independente do crime, merece um questionamento. A palavra expressa o sentimento de descrédito na humanidade. E não se trata de um fato isolado. Alguns estudos já vêm apontando para isso. Cresce o número de pessoas que manifestam esse pensamento em várias frentes: nas instituições consolidadas há séculos, na política, nas religiões e também em diferentes formas de associações.
Razões não faltam para tanto. Onde se esperam serviços, encontram-se desserviços. Exemplifico uma situação com algo básico para a rotina de nossos dias: a distribuição de energia elétricas. Há mais de 15 dias venho buscando junto a Equatorial (empresa que comprou o serviço de distribuição de energia) a necessidade de um serviço . Trata-se de uma questão classificada por eles como “situação insegura”. No interior da propriedade que resido há postes e uma rede de internet energizadas pela queda de um fio. O pedido foi protocolado por três vezes sem nenhum retorno a não ser a informação de que o “serviço foi solicitado”.
Trago este exemplo porque são situações como esta que reforçam a ideia de descrédito. Somadas levam a descrer na própria humanidade que já não mais reage.
Como resistir a esta onda?
Fazendo frente com outras ondas, que se direcionam noutra direção. E não me refiro ao fato de estar “liberado acreditar” que o Brasil possa ser hexa campeão. É preciso gritar que a vida, também pela ação humana, pode ser vencedora.
Na Feira da Biodiversidade que aconteceu em Três Cachoeiras ao longo da semana, foi possível fortalecer a ideia de que ainda é tempo de crer.
Misantropia
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