Encerrando este ciclo de calendário 2025, dou voz às palavras de uma filha, expressas no prefácio de um livro que também me foi dedicado. Identificam igualmente um ciclo que abre novas portas. Provocações para que a vida flua com mais vigor num processo em que as forças físicas, naturalmente, rumam para as limitações.
“Há lugares que nascem da terra
mas há outros que nascem primeiro dentro de nós.
O sítio de nossa família é assim:
uma soma de sonhos antigos, sementes teimosas
e mãos que acreditaram na natureza como caminho.
Cada árvore aqui não é apenas uma espécie,
É uma história
É um tempo vivido, um afeto plantado,
uma memória que cresceu em silêncio.
Elas testemunharam dias de trabalho,
risos que ecoaram no vento,
e aquele tipo de paz que só existe
onde a terra é respeitada como lar.
O sítio não surgiu de repente;
ele continua surgindo todos os dias,
em cada broto que se abre,
em cada raiz que aprofunda,
em cada vida que escolhe esse pedaço de mundo
como seu refúgio possível.
Sonhos têm uma ligação antiga com a natureza
Talvez porque a natureza seja o primeiro sonho
que a humanidade aprendeu a cuidar.
E preservar este lugar, este abrigo,
este traço vivo da nossa história,
é também preservar quem somos.
As culturas, as tradições, os gestos herdados,
tudo encontra eco na simplicidade das plantas
que insistem em ensinar:
crescer leva tempo.
E permanecer exige cuidado.
…”
Que o ano, mais uma vez, seja “novo”.