Jovens gafanhotos, muita gente ainda acha que marketing é só postagem bonita, promoção bem pensada ou anúncio rodando nas redes sociais. Mas deixa eu te contar uma verdade simples e, às vezes, desconfortável: o marketing mais forte da sua empresa acontece depois que o cliente entra em contato com você. E, quase sempre, ele atende pelo nome de atendimento.
Marketing cria expectativa. Atendimento confirma ou destrói essa expectativa. Não adianta prometer no Instagram um atendimento rápido, humano e atencioso se, quando o cliente chama no WhatsApp, a resposta demora, vem seca ou parece que está fazendo um favor. O cliente não separa marketing de atendimento. Para ele, tudo é a mesma experiência.
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer “o produto é bom, mas o atendimento…” e a frase terminou mal? Pois é. Um bom atendimento não faz milagre, mas um atendimento ruim anula qualquer esforço de marketing. Ele apaga campanha, derruba reputação e faz o cliente procurar o concorrente sem olhar para trás.
Atendimento também comunica posicionamento. O jeito que você responde, o cuidado com a explicação, a paciência para ouvir e até a forma de resolver um problema dizem muito mais sobre a sua marca do que qualquer slogan. Empresas que entendem isso não tratam atendimento como setor secundário. Tratam como estratégia.
E aqui vai um ponto importante para janeiro. Começo de ano é o melhor momento para alinhar discurso e prática. Não é sobre contratar mais gente ou investir mais dinheiro, mas sobre combinar o jogo. O que a sua marca promete precisa ser exatamente o que o cliente vive no balcão, no direct, no WhatsApp e no pós-venda. Marketing chama. Atendimento segura. Marketing atrai. Atendimento fideliza. No fim das contas, o melhor anúncio é o cliente que volta. E o pior marketing é aquele atendimento que faz o cliente ir embora em silêncio, sem reclamar, mas decidido a nunca mais retornar. Se você quer melhorar o marketing da sua empresa em 2026, comece observando como as pessoas são atendidas hoje. Às vezes, a maior estratégia não está em criar algo novo, mas em cuidar melhor do que já existe.