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Eis o Cordeiro de Deus

por Nicole Corrêa Roese

No domingo passado, meditamos sobre o batismo de Jesus e o nosso, a partir de Mt 3,13-17. Hoje, temos o testemunho que João Batista nos dá sobre Jesus, depois da sua experiência, conforme Jo 1,29-34. Aquele que participara do batismo de Jesus podia testemunhar: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E ainda: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba, do céu e permanecer sobre ele… Eu vi e dou testemunho: este é o Filho de Deus”.

O início da atividade pública de Jesus é marcado fortemente pela presença de João Batista, o precursor, aquele que devia preparar a chegada do Messias. Iluminado pelo Espírito, interpretando os sinais e promessas que recebera, podia apresentar Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e afirmar que Ele é o Filho de Deus. Esse testemunho é de extrema importância para compreender a vida e a missão de Jesus, bem como as consequências que isso tem para a história da humanidade.

Na época, o cordeiro era o animal sacrificado a Deus para que os pecados fossem perdoados. Agora, esse Cordeiro é o próprio Filho de Deus. Paulo vai dizer: “Aquele que não tinha pecado se fez pecado para nossa salvação”.

De fato, Jesus é aquele que nos tira de uma história de pecado; sua condenação e morte violenta revelam a bondade de Deus. Seu amor consiste em servir e doar a própria vida para a nossa salvação. É bom lembrar que Jesus, no monte Calvário, entregou o Espírito aproximadamente às três horas da tarde, momento em que, no templo de Jerusalém, eram imolados os cordeiros para a celebração da Páscoa hebraica.

Olhando o testemunho de João, temos muito a aprender: primeiro, que não conhecemos Jesus suficientemente; que precisamos abrir-nos ao Espírito para possibilitar a ação de Deus em nós; que, por meio de nós, Ele continua a se manifestar ao mundo como amor eterno; e que, com nossa palavra e nossa vida, devemos indicar aos homens que andam nas trevas Aquele que veio trazer luz e vida ao mundo.

Jesus é o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo e nos envia como cordeiros para o meio de lobos, não para que nos tornemos lobos, mas para que continuemos a testemunhar que o mal se vence com o bem, o ódio com o amor e com a doação da própria vida.

Gratos a Deus, com o salmista, declaremos a nossa disposição em cooperar na obra da redenção de seu Filho, dizendo: “Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade”.