Home EventoMaio Furta-Cor promoveu acolhimento e debate sobre saúde mental materna em Torres

Maio Furta-Cor promoveu acolhimento e debate sobre saúde mental materna em Torres

por Anderson Weiler

A maternidade, muitas vezes romantizada, ganhou espaço para um debate mais humano, sensível e necessário na noite de ontem, 7 de maio, em Torres. O evento Maio Furta-Cor reuniu mulheres, profissionais da saúde e familiares na APAE Torres para uma conversa aberta sobre saúde mental materna, acolhimento e rede de apoio durante a gestação e o puerpério.

A iniciativa foi promovida pelo Gabinete Rosa, da vereadora Carla Daitx, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, e marcou as ações do mês dedicado à conscientização sobre os desafios emocionais enfrentados por mães em diferentes fases da maternidade.

Durante o encontro, profissionais abordaram temas como depressão pós-parto, ansiedade, sobrecarga materna, exaustão emocional e os impactos psicológicos que acompanham a chegada de um filho. Mais do que uma palestra, o evento se transformou em um espaço de escuta e identificação entre as participantes.

A vereadora Carla Daitx destacou que o Maio Furta-Cor nasceu da necessidade de tornar o debate permanente no município, por meio de legislação voltada à conscientização sobre saúde mental materna. “Muitas mulheres enfrentam esse período em silêncio. Mesmo cercadas de pessoas, ainda se sentem sozinhas. Precisamos falar sobre isso e fortalecer a rede de apoio”, afirmou.

A secretária municipal de Saúde, Cláudia Morel, ressaltou que o cuidado emocional das mulheres também faz parte da missão da saúde pública e reforçou a importância do acolhimento oferecido pela rede municipal. “O cuidado com a saúde mental materna precisa acontecer desde a atenção básica até os atendimentos especializados. É um trabalho em rede”, pontuou.

O encontro também contou com a participação da psicóloga Shirlei Girardi, do psiquiatra Mairon Molinari e da equipe da Clínica de Especialidades, que compartilharam orientações sobre sinais de sofrimento emocional, acompanhamento psicológico e suporte oferecido pela rede pública de saúde.

Ao longo da programação, as participantes refletiram sobre culpas frequentemente associadas à maternidade, dificuldades na amamentação, mudanças na rotina e o impacto emocional provocado pela tentativa constante de corresponder às expectativas impostas às mulheres.

O evento reforçou ainda que o cuidado com a saúde mental materna não deve ser responsabilidade exclusiva da mulher, mas uma construção coletiva que envolve companheiros, familiares, amigos e toda a rede de apoio.