Neste domingo, dia 16, inicia-se o período de propaganda eleitoral para o próximo pleito nos estados e federação. Abre-se um tempo para exposição de candidatos e propostas.
Olhando para os dados divulgados pelas pesquisas registradas no TSE, percebo que há um número significativo de pessoas já decididas em seus votos. Números que ultrapassam 50% dos eleitores e eleitoras. Beirando possivelmente dois terços.
Neste universo de votantes encontraremos elementos de paixão, convicção e também ilusão. Para estes, a campanha é o tempo para aprofundar e reforçar o que já está definido. Argumentos para justificar a escolha e tentar convencer quem ainda não está definido ou confrontar quem já está. Neste caso, combustível para acirrar rivalidades. Mesmo sabendo que não vai mudar.
Há uma parcela que não está decidida por aversão à política. Não quer debater e muito menos discutir. Foge das conversas. Para esta, campanha é perda de tempo e um incômodo. Decide por impulsos de última hora.
Há também o grupo das pessoas indecisas. Pessoas que esperam o desenrolar dos fatos e das propostas para então decidir. Um grupo minoritário, porém de extrema importância na hora de definir para que lado pende a vitória na disputa pelo poder. Não como exclusividade no Brasil, há uma polarização expressiva que define as eleições a partir de detalhes.
Neste universo complexo, qual a importância de uma campanha?
Entendo que deveria ser o tempo/espaço de construção e defesa de propostas para o exercício do poder em relação ao bem comum. Uma ação voltada para a maioria das pessoas votantes para que então definam, pelo voto, o que entendem ser o melhor.
Estrategistas de campanhas apostam que o objetivo é direcionado especialmente aos indecisos numa empreitada em que o detalhe de convencimento vai para além de uma agenda de propostas. E, infelizmente, num jogo em que a mágica do ilusionismo prevalece.