A igreja Católica estabeleceu, há mais de 60 anos, um movimento conhecido como Campanha da Fraternidade. Tem seu início no contexto da quaresma e se estende para todo o ano. Quaresma porque é um momento de conversão que significa especialmente uma mudança de entendimento. Uma nova perspectiva de leitura da vida e do mundo.
Em cada ano é proposto um tema como um chamado à fraternidade. Agora, em 2026, o foco é a moradia com a provocação de olhar para os que não conseguem acessar este direito.
Um dos gestos concretos é a coleta da solidariedade que acontece neste domingo quando se conclui a contagem dos 40 dias. Uma coleta que deve ser destinada a apoiar atividades ligadas ao tema. Não é pretensão arrecadar fundos para resolver o problema da moradia no Brasil e também não para construir casas. É um recurso aportado para projetos que buscam um enfrentamento do problema e também a construção de alternativas.
Mais recentemente, a Diocese de Osório lança anualmente um edital para cadastramento e avaliação de projetos que objetivam acessar este recurso. Um montante de 55% da coleta fica para apoio a projetos locais. Os demais valores são repassados para as Pastorais Sociais no regional e para a Cáritas Nacional que igualmente destina recursos de apoio a iniciativas sociais solidárias.
A conversão de entendimento exige também este gesto concreto. Não basta apenas a boa intenção e o lamento pelo que se apresenta como crítico. Colaborar com uma doação que incrementa iniciativas de enfrentamento é concreto.
Para quem deseja participar desta ação solidária, basta fazer a doação nas celebrações deste final de semana ou endereçar às secretarias de paróquia.
O gesto e compromisso de cada pessoa não substitui e muito menos exime o compromisso do Estado que estabelece e deve garantir direitos. Mas é um passo significativo em direção a uma realidade que precisa também ser convertida.