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Outdoor não morreu

por Nicole Corrêa Roese

Jovens gafanhotos, essa semana eu trouxe uma reflexão direto da estrada. Na minha última viagem para Gramado, saindo de Porto Alegre, algo me chamou muita atenção… e não foi só a paisagem. Foi a quantidade e a qualidade dos outdoors pelo caminho. Estou falando de peças gigantes, bem produzidas, iluminadas, algumas que facilmente passavam dos 50 metros de comprimento. Marcas fortes, conhecidas, investindo pesado ali… justamente na rota que leva turistas da capital e do aeroporto até Gramado. E aí vem a pergunta que não quer calar: outdoor não tinha “morrido” com as redes sociais e os anúncios pagos? Se morreu, esqueceram de avisar quem entende do jogo. Porque a verdade, jovens gafanhotos, é que outdoor e anúncio patrocinado não competem… eles cumprem papéis completamente diferentes. O anúncio no Instagram aparece quando o cliente já está com o celular na mão, muitas vezes procurando algo, comparando, avaliando. Existe uma intenção ali, mesmo que pequena. É um marketing mais direto, mais rápido, mais imediato. Já o outdoor trabalha em outro nível. Ele não depende de clique. Não depende de algoritmo. Ele planta uma ideia. Enquanto você dirige, sem pressão nenhuma de compra, aquela marca entra na sua cabeça. Aquela imagem fica. Aquele nome se repete. E quando chega o momento de decidir onde ir, onde comer ou o que visitar… adivinha quem já está familiar? Exatamente. A marca que apareceu lá atrás, na estrada. E aqui vai a parte mais interessante: eu mesmo, no meio do caminho, me peguei pensando “esse lugar parece bom”… “esse aqui eu iria”… “esse eu quero conhecer”. Percebe o poder disso? Outdoor não é sobre vender na hora. É sobre ser lembrado na hora certa. Enquanto muitos negócios estão focados só no clique e na conversão imediata, marcas mais estratégicas estão construindo presença. Estão ocupando espaço na mente do cliente antes mesmo dele decidir. No fim das contas, jovens gafanhotos, o marketing mais forte não é o que grita mais alto… é o que aparece no momento certo, do jeito certo. E às vezes, ele está ali… parado na beira da estrada.