Neste final de semana tem Romaria até a Gruta em D. Pedro de Alcântara.
Embora seja uma prática restrita a uma minoria da população, merece uma reflexão.
A origem do termo remonta ao período medieval quando era comum pessoas fazerem uma peregrinação a Roma, centro religioso da tradição cristã. Posteriormente o termo adquiriu a conotação mais ampla como referência ao deslocamento até um espaço sagrado específico. No Brasil, é mais comum a visitação a um determinado santuário que pode ser um templo específico ou espaço marcado por aparições ou milagres, legitimado pela adesão popular.
Por que as pessoas fazem romarias?
Geralmente para pedir ou agradecer alguma “graça”. Uma espécie de sacrifício como reconhecimento da fragilidade humana diante do poder e da bondade divina. Pode também virar um passeio ou uma atitude descontraída na manifestação de fé. Não raro, os espaços de acolhida aos romeiros oferecem aconchego e até estrutura de piquenique. E, por aglomerar pessoas, também um espaço e tempo de comercialização de objetos sagrados
Importante destacar que uma das características, além do lugar, é também o tempo específico. Romarias tem datas. Quanto mais intenso o movimento maior a expectativa. A presença das outras pessoas, no mesmo dia e no mesmo lugar é também uma espécie de confirmação de que a própria fé tem sentido. É uma garantia de que se trilha um caminho já testado como eficiente.
Outro aspecto que merece destaque são as Romarias Marianas, numa referência aos santuários dedicados a uma das imagens da Mãe de Jesus. São centenas de nomenclaturas. E por trás de todas elas, o sentimento de estar recorrendo ao “colo de mãe”. Um jeito de reconhecer a face feminina de Deus. Na hora do “aperto” é mais comum o recurso à mãe. Tem ouvidos mais sensíveis.
Uma experiência gratificante para quem a vive.
Romaria
16