É interessante passear pelo sentido etimológico das palavras. Isso porque as palavras expressam conceitos e entendimentos. Muitas vezes ressignificados. Ainda assim, vinculados a compreensões.
O termo absurdo é recorrente em nossa linguagem. Quem de nós já não ouviu ou pronunciou “isso é um absurdo”. Uma referência a algo que não deveria acontecer. Porque não é aceitável dentro de uma determinada lógica. Coisas absurdas são coisas que não deveriam acontecer.
Etimologicamente é um termo relacionado aos sons. No latim clássico uma referência mais comumente atribuída à música, como algo “fora do tom”. Posteriormente, “fora de sintonia” também em outros campos como o da razão. Absurdo porque fora de concordância com o que é lógico.
E quando isso ocorre gera também indignação.
É dessa forma que interpreto uma decisão da Secretaria de Educação do RS ao não acatar a solicitação de gerenciamento com recursos humanos já estabelecidos a partir de uma proposta que se manifestou promissora. Uma escola do litoral norte foi recentemente classificada entre as dez melhores do estado no quesito alfabetização. Um feito que resulta de uma proposta pedagógica que “deu certo”, atestada pelos índices apresentados. Agora, diante de novas regras, a experiência não pode continuar porque o modelo não está adequado ao alinhamento proposto às demais escolas da rede. Trata-se, literalmente, de um absurdo.
Uma decisão que não abriu margens para justificativas adversas.
Acontece num tempo em que, em nível nacional, vemos resultados da importância de investir na ciência e em experimentos que dão certo. Uma pesquisa de resultados está prestes a revolucionar um problema até então sem solução: pessoas com rompimento de medula num acidente de coluna podem superar o que a ciência até então sempre condenou como irreversível.
Absurdo!