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Seu WhatsApp vende ou espanta?

por Anderson Weiler

Jovens gafanhotos, essa semana eu trouxe um assunto que parece simples, mas é onde muita venda nasce e muita venda morre em silêncio: atendimento e canais de venda. Porque no fim do dia, o cliente não acorda pensando “quero comprar tal produto”. Ele acorda com um problema, uma dúvida, uma pressa, um medo de errar, ou só com vontade de ser bem atendido. E quem resolve primeiro, vende depois. Vamos começar pelo básico que muita gente ignora: responder rápido no WhatsApp, no Instagram, no direct, tem que ter o mesmo peso de atender bem quem entra na loja física. Se você não deixaria um cliente parado no balcão olhando para o teto, por que deixa alguém no WhatsApp esperando horas, ou até dias? No digital, a fila é invisível, mas a impaciência é bem real. E o concorrente fica a um toque de distância. Outra coisa: não trate o cliente como se ele fosse obrigado a conhecer o teu produto. Quem conhece é você. O cliente está vendo tudo pela primeira vez e, muitas vezes, está inseguro. Então mande foto, mande vídeo curto, mostre tamanho, detalhe, cor, opção. Quanto mais visual e claro, menos “vai e volta” na conversa e mais confiança você constrói. Atendimento humanizado não é só ser simpático, é facilitar a vida. E facilitar a vida inclui pagamento. Se você pode mandar um link de cartão, mande. Se pode mandar um Pix fácil de copiar, mande. Se a pessoa precisa ficar pedindo “me passa a chave”, “me manda o valor”, “como faz pra pagar”, você está colocando obstáculos onde deveria ter uma ponte. Cliente não gosta de burocracia, cliente gosta de caminho rápido. Agora vem um ponto que parece pequeno, mas é gigante: não fique empurrando o cliente de canal para canal. Se ele te chamou no Instagram, atenda no Instagram. Se te chamou no WhatsApp, atenda no WhatsApp. Não é porque você prefere um canal que o cliente tem que se adaptar. Quando você manda “me chama no Whats”, ou “fala com a gente no direct”, você quebra o fluxo e cria atrito. E atrito é aquele vento contrário que derruba a venda antes mesmo dela nascer. Se você tem o canal aberto, esteja presente nele. E pra fechar, um exercício que vale ouro: pegue uma conversa sua com algum cliente, leia como se você fosse ele e se pergunte, com honestidade, “eu compraria de mim mesmo pelo atendimento que eu prestei?”. Veja se você respondeu rápido, se foi claro, se resolveu o problema primeiro, se mandou foto, se orientou o pagamento, se teve paciência. Às vezes a gente acha que está atendendo bem, mas o cliente está sentindo que está atrapalhando.