Home SaúdeVacinação contra dengue é ampliada no Litoral Norte e municípios começam a receber doses para público de 10 a 14 anos

Vacinação contra dengue é ampliada no Litoral Norte e municípios começam a receber doses para público de 10 a 14 anos

por Melissa Maciel

A ampliação da vacinação contra a dengue para todos os municípios do Rio Grande do Sul passa a beneficiar diretamente as 23 cidades do Litoral Norte gaúcho. A medida, definida pelo Ministério da Saúde e executada pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), mantém como público-alvo crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que devem receber duas doses do imunizante, com intervalo de três meses. Na região, a 18ª Coordenadoria Regional de Saúde confirmou o envio inicial de 3.119 doses, com distribuição no decorrer desta semana aos municípios.

Cada prefeitura ficará responsável por divulgar os locais, datas e horários da vacinação, conforme a chegada das doses. Entre as cidades com maior quantitativo nesta primeira remessa está Cidreira, com 483 doses. Capão da Canoa, que concentra a maior população estimada na faixa etária, receberá inicialmente 350 doses. Municípios menores, como Morrinhos do Sul, Mampituba e Maquiné, apresentam proporcionalmente maior cobertura inicial em relação ao público-alvo.

A ampliação da estratégia ocorre após a vacinação ter sido inicialmente restrita a municípios com maior histórico de casos no Estado. Com a nova etapa, cerca de 630 mil crianças e adolescentes passam a ser contemplados em todo o Rio Grande do Sul. A Secretaria Estadual da Saúde reforça que completar o esquema vacinal com as duas doses é fundamental para garantir proteção adequada e reduzir o risco de formas graves da doença.

CASOS DE DENGUE

No Litoral Norte, a atenção para o avanço da dengue segue em alerta. Em 2026, já foram confirmados casos em Tramandaí e Torres, além de registros em investigação em municípios como Capão da Canoa e Torres. No ano passado, cidades litorâneas concentraram números expressivos da doença, com destaque para Capão da Canoa, Torres, Osório, Tramandaí e Cidreira.

Além da vacinação, as autoridades sanitárias orientam que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal medida de prevenção. A orientação é para que a população elimine recipientes que acumulem água parada, mantenha caixas d’água fechadas e participe das ações comunitárias de combate ao vetor, contribuindo para reduzir a circulação do vírus na região.

FOTO: MARCELO BERNARDES/ASCOM SES