Home ColunistasFaltam 62 dias para o fim de 2026: o que aprendemos sobre o novo consumidor?

Faltam 62 dias para o fim de 2026: o que aprendemos sobre o novo consumidor?

por Nicole Corrêa Roese

O calendário não mente e a virada de mês acende o aviso: faltam exatos 62 dias, 2 meses, para o fim de 2026. Para quem empreende ou constrói carreira no Litoral Norte gaúcho e no Sul catarinense, este é aquele momento clássico em que a gente respira fundo, olha para o balanço do ano e começa a projetar o ciclo que está chegando. Se tem uma lição valiosa que 2026 nos deixou, respaldada por um relatório recente do Google sobre o comportamento digital, é que o modo como as pessoas pesquisam, descobrem e compram mudou para sempre. O consumidor da nossa região não é mais o mesmo de dois anos atrás: ele se tornou hiperinformado, busca respostas instantâneas e navega entre a inspiração e a compra em uma velocidade nunca antes vista.

A grande virada de chave deste ano foi o fim da chamada “jornada linear”. Antigamente, a pessoa via uma propaganda, pensava sobre o assunto por dias, passava em frente à loja física e só então decidia comprar. Hoje, a busca por informação acontece o tempo todo. O morador da praia ou o turista pesquisa no Google por voz ou foto, assiste a um vídeo curto de um criador no YouTube ou no Instagram e tira dúvidas no WhatsApp em questão de minutos. A inteligência artificial encurtou a distância entre o “eu quero” e o “eu tenho”. No entanto, ao contrário do que muitos temiam, essa velocidade toda não afastou o cliente das marcas locais; apenas elevou a régua da exigência. O cliente não quer mais um vendedor “empurrador de produtos”, mas um facilitador de decisões.

Olhar para o ano que está chegando não é sobre adivinhar o futuro, mas sobre preparar a casa para atender esse novo perfil com eficiência e calor humano. As empresas e profissionais que vão liderar o mercado na próxima temporada e ao longo de 2027 são aqueles que entenderem que a tecnologia serve para tirar o atrito da frente (facilitando a consulta de preços, a entrega e o atendimento), liberando tempo para o que realmente gera lealdade: a confiança e a presença real. A inteligência artificial pode até encontrar a resposta certa em segundos, mas a capacidade de acolher, entender a necessidade da comunidade e honrar a palavra no balcão continua sendo um privilégio estritamente humano.

Nestes 62 dias que nos separam do novo ano, o melhor exercício estratégico não é tentar abraçar todas as ferramentas da moda de uma vez só, mas fazer uma limpa no que não funciona mais. Simplifique os seus canais, alinhe o seu atendimento e certifique-se de que a sua marca seja a resposta mais rápida, ética e confiável quando o cliente procurar pelo seu serviço. O ano de 2026 está acabando, mas o aprendizado que ele nos deixa é o melhor mapa para entrarmos no ano que vem com o caixa forte e a preferência do cliente garantida.