O que entendemos da ressurreição de Jesus e qual a sua importância para cada um de nós e para toda a humanidade? Toda vez que rezamos o Creio, confessamos que Jesus “padeceu e foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus…”. Verdade importante e que deve fazer toda a diferença.
Celebrar a Páscoa é fazer memória dos momentos mais marcantes da experiência do povo escolhido por Deus para se revelar à humanidade e manifestar seu amor misericordioso. Momento trágico e belo ao mesmo tempo. Trágico porque o Filho Unigênito de Deus, no qual não havia pecado, foi condenado à morte de cruz. Belo porque sua fidelidade radical, até a morte e morte de cruz, foi respondida pelo Pai, ressuscitando-O dos mortos, estabelecendo assim a vitória do bem sobre o mal, do amor sobre o ódio, da graça sobre o pecado.
O conteúdo é denso e rico de consequências para toda a humanidade. A ressurreição de Jesus faz novas todas as coisas, rejuvenesce, ergue, dinamiza, desperta, encanta, convida, envia… Páscoa é a festa da vida. Deixemo-nos iluminar e envolver pelo júbilo e alegria da ressurreição. É tempo de contemplar o mistério do amor de Deus.
Todas as narrações da ressurreição trazem a marca do encanto, surpresa, esperança, encorajamento, da boa notícia a ser levada aos confins da terra. Às mulheres que vão ao sepulcro e não o encontram, surpresas e perplexas diante do túmulo vazio, são agraciadas com a boa notícia: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!”
Não podia ter notícia melhor. Pedro, sabendo da novidade, vai conferir e volta admirado e sem nada entender. Assim os outros discípulos. Aos poucos o Ressuscitado aparece a eles na nova condição até se certificarem do fato e passarem a testemunhá-lo com a própria vida.
Com a ressurreição começou um novo tempo. A partir do sepulcro vazio, das aparições do Ressuscitado e do vento impetuoso de Pentecostes, a saída continua até quando houver uma alma a ser alcançada pela mais estupenda notícia já revelada aos homens: Jesus ressuscitou e está sentado à direita do Pai, advogando por aqueles que a Ele se confiam.
A Páscoa carrega consigo um dinamismo missionário potente que empurra para fora, dando continuidade à corrida iniciada por Maria Madalena, Pedro e João, pelos discípulos de Emaús, pelo cético Tomé e muitos outros, que, nos dias de ontem e de hoje, vão pelo mundo dando testemunho do Ressuscitado, até o dia em que seremos um só rebanho e um só pastor. Feliz e abençoada Páscoa!